segunda-feira, 18 de maio de 2015

ANTES DE CRITICAR AS MEDIDAS DO GOVERNO, LEIAM, SE ATUALIZEM!!!!

Edição do dia 17/05/2015
17/05/2015 21h18 - Atualizado em 17/05/2015 23h54

Justiça desconfia de união entre nora com sogro à beira da morte no PR

Nora, quase 50 anos mais nova, se casou com o homem à beira da morte. Trinta e oito dias depois do casamento, sogro morreu.

Com as mudanças com as novas regras do pagamento de pensão por morte do INSS, o Governo quer combater os chamados "viúvos profissionais". Como é o caso de uma mulher que foi condenada no Paraná porque se casou com o próprio sogro, que estava à beira da morte.
Aposto que vocês nunca ouviram uma história como esta que o Fantástico vai contar. Então, vamos começar pela árvore genealógica de uma família. Natalino teve um filho com a Ana Carolina, o Rhuan. O Rhuan é neto do Seu Missilino e da Dona Georgina, que são pais do Natalino. Quando o Rhuan tinha dez anos, ele ganhou um irmão. Ou seja, a Ana Carolina teve mais um filho, que segundo ela não é do Natalino e, sim, do Seu Missilino, seu próprio sogro dela. Estranho né? Pois é, a Justiça também achou essa história muita suspeita.

“Esse caso, ele chamou, particularmente, a atenção pela riqueza de situações que eu chamaria de esdrúxulas que envolvem todo o caso”, destaca o juiz Edilberto Barbosa Clementino.

Tudo começou em Guarapuava, no Paraná, onde hoje fica um prédio, em 2007, era uma casa. Nela, segundo a Justiça, Ana Carolina e Natalino levavam uma vida de casal. Os vizinhos confirmam isso.
“Todo mundo sabia que era o marido dela”, diz uma vizinha. 

Os vizinhos contam ainda que, na época, os pais de Natalino, Seu Missilino e Dona Georgina viviam na mesma casa que o filho, mas estavam muito doentes.
Dona Georgina morreu e Seu Missilino foi internado em Guarapuava bastante debilitado. Ele deu entrada no hospital usando cadeira de rodas e sem falar. E, mesmo estando nessas condições, em dezembro de 2008, ele se casou de novo. E se casou com Ana Carolina, a própria nora, quase 50 anos mais nova. A união suspeita durou muito pouco tempo. Trinta e oito dias depois do casamento, Seu Missilino morreu.
Duas semanas depois da morte do idoso, Ana Carolina entrou no INSS com um pedido de pensão do então suposto marido. Só que não mais na cidade onde a família morava. Foi em Foz do Iguaçu, que ela deu continuidade ao que, mais tarde, a Justiça concluiria que não passava de uma fraude.
“Esse amor teria surgido com uma pessoa acamada, vítima de dois AVCs muito severos. Esse senhor, ele já não tinha forças mais nem para segurar a caneta para poder materializar o ato do casamento”, destaca o juiz.
Cinco meses depois da morte de Seu Missilino, em primeiro de julho de 2009, Ana Carolina teve um segundo filho. Ela garante que esse filho é do ex-sogro, e registrou o menino no nome de Seu Missilino. Para a Justiça, outra mentira. O processo mostra que Seu Missilino estava internado em estado grave na época em que ela engravidou.
“A atribuição da paternidade para o senhor de idade era absolutamente inadequada, impossível de ter acontecido”, afirma o juiz.
O depoimento de Ana Carolina ao juiz foi gravado em áudio.
“Meu casamento não foi uma fraude. Foi um casamento real, que existiu. Existia amor”, disse Ana Carolina.
Atualmente, Ana Carolina mora em Foz do Iguaçu, no Paraná, e trabalha em Ciudad Del Este, no Paraguai. Lá, fica uma universidade, onde Ana Carolina é coordenadora dos alunos brasileiros. E esses mesmos alunos confirmam que, até hoje, ela e Natalino, o filho de Seu Missilino, vivem juntos.
“A gente vê eles juntos em festas juntos, em bares juntos. Na verdade todo mundo ali sabe que eles têm uma vida juntos”, conta um aluno.
Fato também negado por ela em depoimento.
Juiz: Quando que a senhora cessou seu relacionamento com Natalino?
Ana Carolina: Logo que eu engravidei, meus pais me mandaram embora de casa e fui viver na casa dele. E ele sumiu.

Durante três dias seguidos, a equipe do Fantástico veio em horários diferentes até a faculdade tentar encontrar a Ana Carolina, mas em nenhuma das vezes em que esteve no prédio ela foi localizada. Só conseguimos falar com ela depois, por telefone. Ela reafirmou que seu casamento com Seu Missilino foi legítimo e que tem direito à pensão por morte.
“Só fui casada uma vez na vida. Só sou casada com o Missilino. Nunca fui casada com outra pessoa. Nunca casei com o Natalino, eu tive um filho do pai dele. Eu não sou uma estelionatária como o governo está dizendo, como o juiz está falando. Eu casei. Tenho testemunhas de que vivi casada”, conta Ana Carolina.
Casos suspeitos assim foram uma das razões que fizeram o governo enviar ao Congresso uma medida provisória para mudar as regras de pagamento de pensões por morte.
“Nós precisamos coibir a possibilidade legal de situações como essa de casamentos de oportunidade”, diz o ministro da Previdência Carlos Eduardo Gabas.
Pela medida, para receber o benefício, será preciso comprovar, no mínimo, dois anos de convivência. E o segurado tem que ter contribuído por, pelo menos, dois anos. Além disso, só quem tiver 44 anos ou mais receberá o benefício pelo resto da vida. Quanto mais novo o viúvo ou a viúva, menos tempo vai durar a pensão.
Nesta semana, a Câmara votou a medida e baixou para um ano e meio o tempo de contribuição. Agora, o texto vai para o senado e, depois, para a presidente Dilma sancionar. E o governo garante. “Ninguém receberá menos que um salário mínimo. Lembrando que as atuais pensões não serão modificadas”, afirma o ministro.
Menos a da mulher que se casou com o sogro. Ela foi condenada pela Justiça no Paraná e, no último dia 1º de maio, o INSS suspendeu o pagamento da pensão de quase R$ 3,5 mil que Ana Carolina recebia. Ela diz que vai recorrer.
Fantástico: Foi um estelionato?
Edilberto Barbosa Clementino, juiz: Foi um estelionato, reconhecido em sentença e confirmado pela instância superior.

domingo, 17 de maio de 2015

INTERESSANTE...

Brasil vai voltar a crescer e panelaços irão acabar, diz Chico de Oliveira

Raquel Cunha - 6.nov.2013/Folhapress
O sociólogo Chico de Oliveira em sua casa, em São Paulo
O sociólogo Chico de Oliveira em sua casa, em São Paulo
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A crise parece muito grande, mas não é. O Brasil vai voltar a crescer, tem uma economia privilegiada e será uma sociedade mais igualitária. A burguesia do país é muito autoritária, mas seu jogo não vai prosperar. Os panelaços não terão continuidade. "A sociedade não aguenta mais ver a demissão de 2.000 pessoas".
A análise é do sociólogo Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, 81. Para ele, o país vive como em um baile, onde tudo está em movimento, o que gera sensações de pressa e angústia. "Isso é ótimo. A pior coisa é a estagnação". E é preciso lutar pelo poder.
Fundador do PT e do PSOL, professor aposentado da USP e autor de clássicos como "A Economia Brasileira: Crítica à Razão Dualista" (1972), ele condena a ausência de ousadia dos últimos governos. "Brizola é o grande político que falta no Brasil. Falta alguém com audácia", diz.
Crítico do lulismo, que classifica como um movimento conservador, avalia que é possível, mas não provável, a derrota do partido em 2018. Na sua visão, Lula vai precisar se realinhar de forma radical, fazendo política de forma mais contundente, ou os tucanos voltarão ao poder. "Se houver um desastre e o PT for desalojado do poder, as burguesias nunca mais se esquecerão disso. Vão tentar manter o PT afastado", declara.
Nesta entrevista, concedida na sua casa na Vila Romana, em São Paulo, Chico de Oliveira fala de seu projeto para um novo livro. Quer tratar do que identifica como chances perdidas pelo lulismo, que deveria ter ampliado muito mais os benefícios sociais. "Erraram. Foi um sonho que poderia ter sido e não foi em toda a sua intensidade", afirma.
*
Folha - O que está acontecendo no Brasil?
Francisco de Oliveira - As posições se acirraram porque tem o PT de um lado e os tucanos de outro. Todo o meio desapareceu. PDT, PPS, os democratas, outros partidos praticamente desapareceram. A consolidação de posições que são opostas dá essa sensação de que está tudo muito ruim, mas não está não.
O que há de bom nessa conjuntura?
Bom seria um exagero. É uma conjuntura cíclica, que vai e volta. A crise parece muito grande, mas não é. A concentração da crítica na Dilma é fogo de palha. Nem ela mesma tem o controle do partido dela. O controle ainda é do Lula. Mas Lula não é homem de partido, ele é muito personalista.
Há choque entre Lula e Dilma?
Vai haver sempre. Porque Lula elegeu a Dilma para ser um pau mandado. Mas, quando se chega à Presidência, a regra do pau mandado não vale. Ela tem pouco jogo de cintura político, tem que ouvir muito. O poder fica muito diluído.
Qual sua avaliação do governo Dilma? O que ela faz de bom e de ruim?
Nem nada de muito bom nem nada de muito ruim. É um governo médio e medíocre. Ela não é responsável pelos grandes males do país nem tem solução para esses grandes males. É uma presidente fraca. Votei com convicção nela nas duas vezes e não estou decepcionado. Ela me pareceu ser mais de acordo com as minhas percepções. O governo não tem quase respostas para nada, mas não faz o programa do PSDB. É um programa quase óbvio. Vai empurrando com a barriga. Felizmente, apesar de governos fracos, a tentação autoritária não está voltando.
A ascensão de movimentos mais conservadores nas ruas e no Congresso lhe preocupa?
Não me preocupo porque os tucanos não são populares. Eles não conseguirão galvanizar essa tentativa de desestabilização com apoio popular. Os tucanos sempre evitam recorrer às ruas. Panelaço não é o povo quem faz. Esse tipo de movimento não tem continuidade. Já o PT não pode mover-se com a facilidade que tinha antes de ser governo. Não acredito que o PT tenha solução para nada.
Há uma ascensão da direita?
Não vejo. A direita existe mais na imprensa do que no movimento real de setores da população. A sociedade brasileira é muito diversificada e não comporta uma direita extremada. Existe uma polarização entre os muito ricos e muito pobres. Mas esses dois segmentos não fazem política. A polarização se dá em picos. A linha de continuidade é muito por baixo e muito fraca. Os picos parecem nos espantar. A discussão do impeachment não vai para frente. Renan Calheiros e Eduardo Cunha são fracos. Se fosse com o Ulysses Guimarães, a senhora Dilma estaria dançando miudinho.
Como o sr. analisa a situação do Brasil no mundo?
O Brasil é área de disputa muito forte. É a sexta economia mundial ou algo nessa dimensão. É muito bom fazer negócios aqui, especialmente num momento em que EUA e Europa estão mais ou menos estagnados. A Índia é muito pobre. Na China, ou os negócios passam pelo Estado ou não passam. O Brasil é uma ilha de muita liberdade empresarial. Não tem muita regulação. Salvo em setores muito vulneráveis, se faz qualquer negócio em qualquer parte. O Brasil cresce. Agora está patinando, mas é só uma patinação. Esse ciclo é passageiro; haverá reativação. O Brasil não é um país condenado ao esquecimento. É por isso que é preciso lutar.
Lutar como e para quê?
Pelo poder. Numa sociedade estagnada a luta é mais fácil. Aqui, não. Aqui é como um baile: está tudo em movimento. Dá uma sensação ao mesmo tempo de pressa e de angustia. Porque você nunca está sossegado. E isso é ótimo. A pior coisa é a estagnação. É preciso andar para dar um mínimo para a população mais pobre. Não se pode mais deixar milhões sofrerem com necessidades básicas. Isso não existe. É preciso jogar a bola para frente –e correr atrás dela.
O perfil desse governo é mais protecionista ou liberal?
O governo não sabe se definir em relação a isso. Não sabe se é protecionista ou livre cambista. Vem de uma herança pesada. FHC jogou para destruir regras de proteção, fez um jogo liberal. O que não era esperado, pois sua tradição era pela esquerda. Lula não puxou para a esquerda. Daí vem a indefinição do governo federal, que prossegue com Dilma.
Reajustes reais do salário mínimo, Bolsa Família não são pontos de um governo de esquerda?
Sim, comparando com outros. A ironia é que são medidas capitalistas. Moro num prédio de classe média, onde quem trabalha na portaria já tem carro. É um índice de êxito do capitalismo, até certo ponto. Só um socialista louco –como já fui; hoje sou apenas socialista– para achar que eles não melhoraram de vida. Melhoraram extraordinariamente.
O sr. já afirmou que as esquerdas no Brasil, desde os tempos do auge do PC, passando pelo PT e pelo PSOL, nunca conseguiram ter um projeto para o país. Por quê?
As esquerdas são muito brasileiras: tendem mais à conciliação do que ao conflito. É da formação da sociedade e do Estado. As esquerdas também são muito conservadoras. Na redemocratização, em 1945, o projeto do PCB para o petróleo era privatista. Seguia a linha de aprofundar o capitalismo para criar condições para o socialismo. Esquerda e nacionalismo convergiram numa certa fase. A atual esquerda não tem projeto. Lula nunca teve; Dilma também não tem. O PT não sabe o que é o Brasil, não tem um projeto para o país. Está superado. Não vai acabar, mas não tem nada a dizer a respeito do desenvolvimento do Brasil. Vai empurrando com a barriga. É o partido da ordem.
Seu diagnóstico de esgotamento do PT significa previsão de derrota do partido em 2018?
É possível, mas não é provável. Quando jogo for pesado, Lula vai ter que se realinhar. De forma até radical, o que não é do estilo dele. Ou Lula volta a fazer política de forma mais contundente e mais consistente ou se prepara para entregar o queijo para os tucanos. Lula vai ter que ser mais partidário e retomar a militância política. Vai precisar dar apoio a Dilma para que o mandato não tenha um desenlace que caia em cima dele. Se houver um desastre e o PT for desalojado do poder, as burguesias nunca mais se esquecerão disso. Vão tentar manter o PT afastado.
Há personalidades alternativas?
Brizola é o grande político que falta no Brasil. Governou dois Estados (o RJ duas vezes). Não tem ninguém com esse perfil, com essa audácia. Falta alguém com audácia.
Como o sr. enxerga o Brasil a longo prazo?
Vai caminhar para ser uma sociedade mais igualitária. Não é otimismo. Em geral, a obrigação do cientista social é ser pessimista. Nenhuma sociedade aguenta o nível de desigualdade que se produziu no Brasil. Há pressão da população. Não existe manter 200 milhões de pessoas sob o jugo da desigualdade, reprimida por inteiro. No longo prazo seremos mais igualitários. A democracia está ao alcance das mãos; não é um sonho utópico e é necessária. Menos para os democratas e mais para os não democratas. Quem estiver jogando jogo autoritário não vai aguentar. A burguesia brasileira é muito autoritária. Mas hoje a sociedade não aguenta mais ver a demissão de 2.000 pessoas. Ela não permite. As empresas não são mais donas absolutas do jogo econômico social e político. Têm que prestar contas à sociedade. O confronto deslocou-se do âmbito de empresas e sindicatos para a sociedade.
Como avaliar politicamente essa fração da população que ascendeu nos últimos anos?
Ninguém sabe. É como olhar dentro de uma chaleira. Há vários pontos de ebulição. Há uma ebulição geral na sociedade. Mas o Brasil vai melhorando, incluindo mais gente. É a forma do capitalismo se renovar. Ninguém pense em reformas profundas. As reformas são dadas pelo crescimento econômico e pelo crescimento da população. Pela alfabetização. Essas são as reformas que movem a sociedade. Eu, como um velho socialista –mais velho do que socialista–, não vejo revolução à vista. O Brasil vai engatar, vai crescer. É impossível conter 200 milhões de pessoas, cada uma querendo o melhor para si. Esse egoísmo capitalista é positivo. O socialismo é algo para além.
O sr. planeja um novo livro?
Sobre o ciclo do lulismo. A chance que o Brasil teve desde FHC e, com mais intensidade com Lula, não é de fácil repetição. FHC abre o ciclo. É homem de elite, não gosta do Nordeste, dos pobres. Tenho desgosto em relação a isso. Trabalhamos muito juntos; ele não era assim. O Lula não fez nada de excepcional, não na dimensão que poderia. Excepcional foi o Brasil desde 1930. Agora a chance foi desperdiçada, principalmente por Lula. O capitalismo só funciona com inserção social e não houve nenhum milagre no Brasil. A economia brasileira é privilegiada, disputada. Mas está faltando capacidade de aproveitar isso, ocupar espaços. No passado, quem percebeu isso com lucidez foi San Tiago Dantas (1911-1964, ministro de João Goulart). Ele meteu o pé. Hoje também há oportunidades, mas não há percepção.
Como seria o título do livro?
Vi recentemente "Um Sonho Intenso" [documentário de José Mariani] e tem um título me perseguindo que é "Um Pesadelo Intenso". Pela frustração dessa oportunidade única. Erraram. Foi um sonho que poderia ter sido e não foi em toda a sua intensidade. Não culpo a Dilma. É o lulismo que, contraditoriamente, é muito conservador. Lula não ousa tudo o que poderia ter ousado. O que ele fez em relação à previdência social? Basicamente nada. Quando não se pode incluir pela expansão do mercado, essa é a forma de inclusão, fora do mercado. Ele poderia ter feito um esforço mais intenso para ampliar os benefícios sociais. E isso não é risco para o Tesouro, porque vem compensação pelo outro lado –pela expansão da economia, pelo aumento de arrecadação. Era hora de meter o pé no acelerador e Lula fez o contrário.
Como o sr. avalia o caso Petrobras?
Petróleo ainda é o melhor negócio do mundo. A Petrobras é de 1953 e avançou. Vargas foi obrigado a se suicidar por isso. Os norte-americanos até hoje não engolem o fato de ela ser estatal, mesmo sendo um estatismo frouxo. Não engolem porque é um filé. Está abalada hoje. Há pressão para que ela seja fatiada. A burguesia brasileira quer pegar nacos. A Petrobras é um item de segurança nacional; não pode ser privatizada.
E a questão da corrupção envolvendo empreiteiras?
Há tempos, quando todo mundo se desesperava com isso, Ignácio Rangel (1914-1994), que era realista e cético, dizia: "A corrupção é o creme do capitalismo. Não se desesperem, isso é sinal de que o capitalismo está se expandindo". É isso: tudo é corrupto no capitalismo. 

MAIS MÉDICOS INCOMODANDO QUEM SEMPRE TEVE ACESSO À MEDICINA!!

Padillha sofre agressão em restaurante do Itaim, em SP, e responde em texto

maio 15, 2015 23:03
Padillha sofre agressão em restaurante do Itaim, em SP, e responde em texto
INACEITÁVEIS INSTANTES DE INTOLERÂNCIA
Por Alexandre Padilha
Toda vez que uma pessoa que nitidamente nunca passou pela dificuldade de não ter médico no seu bairro, comunidade ou família faz um gesto de ódio ao Mais Médicos, fico mais orgulhoso do programa que criei e implantei e de toda luta contra a intolerância, arrogância e descompromisso com os que mais precisam que empreendi quando Ministro da Saúde do Brasil.
Hoje os jornais estamparam mais uma vitória do Mais Médicos. A nova etapa mobilizou apenas médicos brasileiros. Atingimos o universo de mais de 18mil médicos, atendendo mais de 63 milhões de brasileiros que não tinham médico. Isso foi possível por dois motivos. Diferente do desejo de alguns, dos cerca de 14 mil médicos recrutados a partir de 2013 a desistência foi ínfima até 2015. O segundo motivo é que o programa criado pela minha gestão no Ministério da Saúde em 2011 (PROVAB), que garante pontos para o concurso de residência (especialidade) para médicos brasileiros que atendem nas periferias revelou-se um sucesso e, agora, os inscritos em 2015 foram incorporados ao Mais Médicos.
Em junho de 2013, o governo brasileiro iniciou uma longa batalha para aprovar a implantar o programa Mais Médicos. Seu objetivo: levar à saúde para mais perto daqueles que, por não terem plano de saúde, por não poderem pagar por uma consulta particular, não tinham direito ao cuidado e ao acolhimento que só o atendimento médico pode oferecer em um momento de tanta fragilidade como o da dor, o da doença.
Na ânsia de afrontar os que mais precisam, a democracia é desrespeitada. A democracia deve ser exercida para a liberdade. Somos um país democrático também em suas ideias, em seus anseios. O respaldo do Mais Médicos não é dado por mim. É dado pelos brasileiros e brasileiras atendidos pelo programa, que antes ansiavam pela presença de um médico, e por mais de 80% de toda população brasileira.
O último ato de agressão foi inusitado. Hoje fui convidado para um almoço em um restaurante no Itaim Bibi (bairro de classe média alta paulistano) com amigos de infância. São pessoas com quem convivo há mais de 30 anos. Uma amizade que sobrevive a tudo: distâncias e diferenças futebolísticas e políticas. Os respeito, convivo, divirto-me com eles tanto como com as outras amizades, que conquistei ao longo da minha vida profissional em comunidades da periferia e da Amazônia brasileira e na militância política. Talvez para a repugnância de alguns e dos detratores da intolerância, sim, tenho amigos da elite econômica paulistana e outros tantos tucanos, neoliberais e neoconservadores. Parte disso, pois minha família com muito esforço me garantiu a oportunidade de convivermos mesmas escolas e estudar na USP e na Unicamp. Divergimos em opções de vida, profissionais e na política, mas essas amizades sobrevivem apesar do clima de agressão, desrespeito, ódio e intolerância que alguns buscam aquecer no país e na nossa cidade.
Tudo ocorria normalmente quando de súbito um senhor que já se retirava começou a fazer um discurso, sendo filmado em vídeo pelo seu colega de mesa. Embora tenha buscado chamar a atenção do salão, talvez imaginando que seria solenemente aplaudido, foi absolutamente ignorado pelas dezenas de pessoas durante o seu ato de agressão. Apenas seu colega de mesa o aplaudiu. Após sua retirada, os garçons, as pessoas de outras mesas e o proprietário do estabelecimento prestaram solidariedade a mim. Meus amigos, que divergem das minhas posições políticas, ficaram indignados e certamente terão posições de maior rechaço a qualquer postura de intolerância, falta de educação e agressividade que alguns oposicionistas do Mais Médicos ainda alimentam pelo país. Paradoxalmente, episódios como esse são capazes de despertar cada vez mais as pessoas para que a democracia possa conviver com a diversidade e a diferença.
Já é um desrespeito aos meus direitos individuais alguém imaginar que pode me agredir em público e fazer uso dessa imagem. É um desrespeito ainda maior quando isso envolve direitos individuais dos meus amigos, que ao contrário do que pode-se pensar, não possuem nenhuma vinculação partidária nem política comigo.
Essas agressões não me abalam. Enfrentei alguns colegas de profissão para defender o Mais Médicos. Pelas pessoas beneficiadas pelo programa, venci preconceitos e mentiras. Não é qualquer coisa que me deixa perder o rumo e o foco. Muito menos me faz levantar de uma mesa repleta de amigos. Tão pouco me impressionaria com um agressor e um aplauso solitários de quem não encara um debate democrático e prefere a agressão e a fuga.
No ano passado, percorri todas as regiões do Estado de São Paulo – o que possui a maior elite econômica, o mais rico do país e o que mais pediu por profissionais do Mais Médicos desde a primeira fase até hoje . Não foram poucos os depoimentos de agradecimento pelo programa. Ter a certeza que o Mais Médicos mudou a vida de milhões de brasileiros é a confirmação de que estamos melhorando a vida das pessoas, principalmente das que mais precisam, cada vez mais. Ainda precisamos fazer muito para melhorar a saúde do país. O Mais Médicos é apenas o primeiro e corajoso passo, dado enquanto fui ministro da Saúde pela presidenta Dilma, para que a saúde brasileira seja universal.
Posso deixar alguns frustrados, mas saibam que agressões como essa não me inibem, não reduzem meu convívio com amigos, sobretudo os não petistas, nem farão com que eu deixe de frequentar qualquer lugar. Sou feliz por ter amigos no Itaim Bibi e no Itaim Paulista e gosto muito de cultivá-los. Tenho muito orgulho de ter criado o Mais Médicos e, como disse, já enfrentei muito mais do que agressor solitário para implantá-lo.
Foto: Antonio Cruz/ABr

A GLOBO MENTE!!!!!!

Aluna do Ciência Sem Fronteiras critica matéria da Globo: “Tudo mentira”

maio 13, 2015 13:14
Aluna do Ciência Sem Fronteiras critica matéria da Globo: “Tudo mentira”
A estudante de Medicina Amanda Oliveira foi entrevistada pela emissora em reportagem sobre o programa, mas alertou que as informações foram deturpadas: “A Globo, além de sensacionalista, ainda não é capaz de pesquisar as coisas direito antes de falar… A minha experiência com o ‘Ciência sem Fronteiras’ não poderia ter sido melhor”
Por Redação
A estudante de Medicina Amanda Oliveira mostrou indignação ao ver a reportagem divulgada pela TV Globo, nesta semana, sobre o programa Ciência sem Fronteiras. Na matéria, ela foi apresentada como um dos alunos que decidiram voltar ao Brasil por problemas na liberação de verbas por parte do governo federal.
Em seu perfil no Facebook, a jovem – que passou nove meses nos Estados Unidos custeada pelo programa – fez questão de desmentir as informações, que julgou terem sido deturpadas pelo “sensacionalismo” da emissora.
“Gostaria de dizer que tudo o que foi dito a meu respeito naquela reportagem é MENTIRA! Primeiramente, eu NÃO voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Até porque essa foi a ÚNICA parcela da bolsa que não caiu durante todo o meu intercâmbio. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora”, explicou.
Leia o relato de Amanda Oliveira na íntegra:
Na manhã de ontem passou na globo uma reportagem sobre o Ciência sem Fronteiras onde eu apareço. Gostaria de dizer que tudo o que foi dito á meu respeito naquela reportagem é MENTIRA!
Primeiramente, eu NÃO voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Até porque essa foi a ÚNICA parcela da bolsa que não caiu durante todo o meu intercâmbio. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora e eu julguei não valer a pena perder outro semestre ( e isso foi dito INÚMERAS VEZES na minha entrevista. Mas a Globo achou mais interessante omitir isso e inventar um motivo mais atraente).
Segundo, eu NÃO abandonei o programa. A repórter da Globo fez o favor de enfatizar que voltar antes do prazo era quebra de contrato e que nesses casos todo o dinheiro deveria ser devolvido pela capes. Mas a Globo além de sensacionalista ainda não é capaz de pesquisar as coisas direito antes de falar. Eu não voltei antes do prazo. Eu tinha a opção de retornar em maio e a opção de retornar em agosto. Eu optei pela primeira.
Por favor, se vc viu a reportagem ou tem algum parente que viu e comentou com você mostre pra ela esse post.
A minha experiência com o Ciência sem fronteiras não poderia ter sido melhor. Teve esse pequeno problema no final, claro, mas nada que justifique o programa ser mal falado dessa maneira.

sábado, 16 de maio de 2015

BOM DIA!!!!

Que o nosso dia seja abençoado

Que o nosso dia seja abençoado

AH! E É?????????

Campanha de Richa recebeu R$ 2 mi desviados da Receita, diz delator

O PSDB nega que tenha havido irregularidades na arrecadação da campanha de Richa. | Brunno Covello/Gazeta do Povo

Dinheiro teria sido arrecadado por ordem de antigo inspetor da Receita Estadual e de Luiz Abi Antoun

Por Fabio Silveirado Jornal de Londrina

Um auditor da Receita Estadual preso em Londrina afirmou em depoimento ao Ministério Público que a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB) recebeu R$ 2 milhões de dinheiro obtido ilicitamente. Segundo o auditor Luiz Antônio de Souza, os recursos eram de desvios ordenados pelo então inspetor-geral de fiscalização da Receita, Márcio Albuquerque de Lima.
As declarações de Souza foram feitas em regime de delação premiada, em mais de 28 horas de gravações registradas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(Gaeco). Souza e Marcio Albuquerque Lima foram dois dos presos na Operação Publicano, que investiga um esquema de propinas na Receita Estadual em Londrina. Até agora, 62 pessoas foram denunciadas à Justiça pelo esquema.
Na versão de Souza, Marcio Albuquerque Lima agiria em nome de Luiz Abi Antoun, primo distante do governador Beto Richa e tido como uma espécie de eminência parda no governo do estado. A ordem recebida pelos auditores foi de cumprir uma “meta” de desvios para serem repassados à campanha. O PSDB nega que tenha havido irregularidades na arrecadação da campanha de Richa.
Antoun, de acordo com a delação, seria o responsável pela indicação de Lima, primeiro para delegado da Receita Estadual em Londrina e depois para inspetor-geral de fiscalização. Além de Richa, Souza disse aos promotores do Gaeco que dois candidatos a deputado estadual e um candidato a deputado federal teriam sido beneficiados pelo esquema, que consistia em sonegar impostos de grandes devedores em troca de propina.
Em entrevista concedida ao JL e à RPC, o advogado Eduardo Duarte Ferreira, que defende Souza, afirmou que, em fevereiro do ano passado, Souza teria sido chamado por Lima para uma reunião. Ali teria ficado estabelecida a meta de “arrecadação”. A “meta”, na versão do delator, teria sido cumprida com três empresas que, assim como as demais achacadas pelos auditores fiscais, tinham dívidas tributárias com o estado. Uma das empresas seria de Arapongas.


Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/05/campanha-de-richa-recebeu-r-2-mi.html#ixzz3aICPBL7z

POIS É!!!!

Banco do Brasil tem lucro de R$ 5,8 bilhões no primeiro trimestre


Montante cresceu 93,3% em relação aos R$ 3 bilhões registrados no quarto trimestre de 2014

Por Portal Brasil

O Banco do Brasil (BB) informou nesta quinta (14) que registrou lucro líquido de R$ 5,818 bilhões no primeiro trimestre de 2015. O montante cresceu 93,3% em relação aos R$ 3 bilhões registrados no quarto trimestre de 2014 e 115,4% na comparação com os R$ 2,7 bilhões do primeiro trimestre do ano passado.
A instituição alcançou, ainda, um valor de R$ 1,524 trilhão em ativos em março de 2015, com crescimento de 11,2% em 12 meses, e de 6% na comparação com o trimestre anterior.
O BB é a maior instituição em ativos entre as empresas do setor financeiro da América Latina. De acordo com nota do banco, o desempenho no primeiro trimestre foi favorecido principalmente pela expansão da carteira de crédito que, ampliada, atingiu R$ 776,9 bilhões em março último, com crescimento de 11,1% em 12 meses e 2,1% em relação ao trimestre anterior.

Crédito imobiliário

O crédito imobiliário atingiu saldo de R$ 41 bilhões, crescendo 49% em relação ao primeiro trimestre de 2014. O financiamento imobiliário às pessoas físicas cresceu 45,5% em 12 meses, alcançando saldo de R$ 30,4 bilhões. Já o financiamento ao agronegócio encerrou o primeiro trimestre deste ano em R$ 163,4 bilhões, 9% a mais do que no primeiro trimestre de 2014.
O saldo do crédito concedido às empresas chegou a R$ 359 bilhões em março de 2015, crescimento de 11% em 12 meses e 1,4% em relação ao trimestre anterior. As operações de capital de giro e investimento representaram 71,2% do total. De acordo com o BB, o banco manteve a liderança em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 20,8% de participação no mercado.
De acordo com a nota do BB, os índices de inadimplência no banco “se mantiveram em patamares menores do que os observados no SFN”. Ao fim de março de 2015, o índice de operações com atraso de mais de 90 dias no pagamento representou 2,05% da carteira de crédito. A instituição financeira destacou que, no mesmo período, o SFN registrou índice de inadimplência de 2,8%.
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Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/05/banco-do-brasil-tem-lucro-de-r-58.html#ixzz3aIC4jxwt