segunda-feira, 2 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
ORA. SE RACIOCINAR UMA SEGUNDO, VERÁ QUE QUEMAPOIA O GOLPE É A ELEITE E ELITE NÃO GOSTA DE POBRE.
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28 de abril de 2016 - 12h25
“Infelizmente, a grande imprensa conseguiu, novamente, ludibriar uma grande parcela da população brasileira, mas ela esquece que também tem uma grande parcela que não usa a cabeça só para separar as orelhas. Não precisamos ser especialistas em direito constitucional para perceber que o governo não cometeu atos ilícitos e que, portanto, o que acontece é um golpe dos modernos, comandado por parlamentares, parcela do Judiciário, Ministério Público e da Polícia Federal.”
Dom Luiz Demétrio
28 de abril de 2016 - 12h25
Dom Luiz Demétrio faz crítica contundente contra a tentativa de golpe
O bispo emérito da Diocese de Jales, no interior de São Paulo, Dom Luiz Demétrio Valentini, membro da CNBB, fez uma crítica contundente sobre a tentativa de golpe contra a democracia.
“Infelizmente, a grande imprensa conseguiu, novamente, ludibriar uma grande parcela da população brasileira, mas ela esquece que também tem uma grande parcela que não usa a cabeça só para separar as orelhas. Não precisamos ser especialistas em direito constitucional para perceber que o governo não cometeu atos ilícitos e que, portanto, o que acontece é um golpe dos modernos, comandado por parlamentares, parcela do Judiciário, Ministério Público e da Polícia Federal.”
Do Portal Vermelho
OS SAFADOS DA TERRINHA
PF liga PSB e PSDB a esquema bilionário de corrupção em Pernambuco
Apenas da Petrobras, investigação identificou R$ 5,7 milhões desviados às empreiteiras contratadas para grandes obras no estado
Postado por Agência PT, em 16 de outubro de 2014 às 13:02:10
Um dos coordenadores da campanha do
tucano Aécio Neves no estado de Pernambuco, Geraldo Cisneiros, e o
ex-deputado federal pelo PSDB Bruno Rodrigues, agora no PSB, comandavam
um esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal com ramificações
por diversos órgãos estaduais.
O esquema, segundo a PF, surrupiou
dinheiro da educação (merenda e fardamento escolar), saúde
(terceirização de serviços médicos, Unidades de Pronto Atendimento e
medicamentos), combustíveis, recursos humanos (contratação de
funcionários fantasmas) e empreendimentos no Porto de Suape. Há, também
indícios de fraudes financeiras na Fundação Previdenciária do Estado
(Fundepe), que passa por dificuldades.
Cisneiros e Rodrigues são dois dos
principais protagonistas do inquérito 433/2007 da PF, ora em trâmite no
Fórum de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana de Recife. Foi lá
que tudo começou, com uma investigação sobre exploração do jogo do
bicho pelo doleiro Severino Jordão Emereciano, acusado de manter
ligações com autoridades locais. O doleiro era dirigente do PSDB e
chegou a se candidatar ao cargo de vereador em Jaboatão.
O relatório final da denúncia à Justiça
pernambucana, ao qual a Agência PT de Notícias teve acesso no Fórum de
Jaboatão, não específica o valor total arrecadado pelo esquema, mas a
investigação da PF tem indícios que o montante pode superar R$ 1 bilhão.
De acordo com o inquérito, o esquema foi
muito bem estruturado e manteve-se contínuo, durante anos, a partir de
procedimentos criminais voltados para o repasse de dinheiro aos membros
do grupo. Por essa razão, foi apelidado de “mensalão pernambucano” pelos
policiais federais.
As reuniões do grupo, de acordo com
escutas telefônicas registradas no inquérito, eram feitas na sede da
Ceasa, em Recife. Até hoje, no entanto, nada aconteceu com os
funcionários públicos flagrados em atividades do esquema. As comissões
variavam de 5% a 35% dos valores contratados pelas secretarias
estaduais.
Funcionários fantasmas
– Cisneiros, um dos coordenadores da campanha de Aécio em Jaboatão,
chegou a ser eleito para a Câmara de Vereadores do município. Sua prisão
preventiva foi decretada, mas relaxada quase imediatamente após a
expedição da ordem judicial.
Junto com outro Cisneiros, o colunista
político Magno Martins (casado com a vereadora tucana de Recife, Aline
Mariano, do PSDB) nomeava funcionários fantasmas para ocupar cargos
políticos, em comissão, na Câmara. Um indicava, outro nomeava. O
dinheiro se destinava à campanha política do tucano, conforme o
relatório da PF.
As operações da PF – Jogo do Bicho,
Farda Nova e Zelador – acabaram por expor a intensa atividade de tráfico
de influência, lavagem de dinheiro e corrupção de políticos do governo
do falecido governador Eduardo Campos, do PSB, em conluio com
empresários. Nas escutas feitas pela PF coma autorização judicial,
algumas das negociações do grupo são identificadas como “negócios do
petróleo” – uma referência à construção da refinaria de Ipojuca, próxima
a Jaboatão dos Guararapes.
Junto com vários outros colegas da
Câmara, todos agora denunciados na ação penal, Geraldo Cisneiros começou
a atuar em fraudes em licitações em outros municípios do estado. Em
princípio, na compra de merenda e uniformes escolares de cidades
administradas pelo PSB, partido para o qual o ex-tucano Bruno Rodrigues
migrou.
A dobradinha passou a responder pelos
dois partidos no esquema: um cuidava dos interesses do PSDB, o outro, do
PSB. Foi quando a PF identificou “uma verdadeira quadrilha”, no qual o
doleiro e o tesoureiro de Eduardo Campos direcionavam licitações
milionárias nos órgãos do estado para favorecer o esquema de corrupção.
A partir da investigação sobre jogo do
bicho explorado pelo doleiro Emereciano, a polícia acabou por
identificar 29 núcleos criminosos, cada qual descrito no relatório final
do inquérito enviado à Justiça. Foram listados os integrantes da
quadrilha e feitas as tipificações dos crimes por eles cometidos.
Sangria – A Petrobras
aparece como um dos alvos do esquema de corrupção descoberto pela PF. De
acordo com o inquérito, o Consórcio Terraplanagem, responsável por
obras no complexo do Porto de Suape para construção da refinaria Abreu e
Silva e o estaleiro Atlântico Sul, desviou, junto com a prefeitura de
Ipojuca e várias empresas que participavam das obras, R$ 5,7 milhões da
estatal em areia de aterro e da dragagem do porto.
Tudo com autorização de autoridades do
estado, entre os anos de 2007 e 2008 – período em que Campos era
governador de Pernambuco. Desse total, R$ 572,2 mil chegaram a ser
faturados pela Petrobras ao consórcio, mas a PF informa no inquérito
que, mesmo com a formalização da operação de venda da areia, o valor não
foi pago.
O inquérito revela que auditoria
especial do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou os
responsáveis pelo desvio: o então diretor-superintendente do complexo
portuário de Suape, Fernando Bezerra, ex-ministro da Integração Nacional
e senador eleito pelo PSB, e Claudino Pereira, ex-diretor do porto.
O documento esclarece que os dois
autorizaram a doação de 995,5 mil metros cúbicos de areia, embora
contratualmente as receitas pertencessem à Petrobras. Do total, 760,4
mil metros foram extraídos da dragagem do porto. Contratualmente, as
receitas pertenciam à estatal.
O inquérito policial federal foi aberto,
inicialmente, em 2007, ano seguinte à posse de Eduardo Campos como
governador do estado. Após seis anos de investigações sigilosas,
resultou em distintas ações penais. Isso porque os delitos ali
encontrados foram tipificados, ora como crimes comuns, ora como
federais.
O inquérito tem cerca de 40 volumes de
documentos, com milhares de páginas, entre relatórios, documentos com a
quebra de sigilo de muitos investigados, centenas de cópias de cheques e
extratos de contas-corrente e dezenas de CDs com a gravação de horas de
grampos digitalizados e transcritos.
Entre eles, diálogos entre investigados e
o ex-governador do PSB, no qual Eduardo Campos cobra do presidente da
Ceasa, seu ex-tesoureiro de campanha, Romero Pontual, a realização de
uma licitação na Secretaria da Educação.
A PF estranhou o fato de Pontual, ainda
hoje responsável no governo pela área de abastecimento de produtos
agrícolas, ter sido escalado por Campos para tratar de assunto
totalmente alheio aos interesses da Ceasa.
Isso levou a PF a identificar Pontual
como um dos líderes do esquema e fechar o organograma da corrupção. Ele e
Bruno Rodrigues eram responsáveis pela identificação de oportunidades e
pelo tráfico de influência com outras autoridades estaduais. Jordão
Emereciano providenciava a lavagem do dinheiro e o presidente da Ceasa
operava as fraudes.
O inquérito 172/2010 da PF, que trata do
crime de fraude contra o sistema financeiro, foi separado do original
(533/2007) e resultou em ação que tramita na 13ª Vara da Justiça Federal
em Pernambuco contra os empresários e doleiro Jordão Emereciano,
representante da corretora Didier & Levy, e Otto Schmidt Neto,
ex-gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal.
Todos eles são acusados pela PF por
gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem ou ocultação de
bens, direitos e valores, e uso de documento falso.
Blindagem – Em 2013,
uma decisão do Tribunal Federal da 5ª Região (TRF5) ordenou que parte
das investigações da PF tivesse tratamento de ação penal comum com foro
local. Mas, apesar da gravidade das denúncias, o escândalo foi
solenemente ignorado pela imprensa pernambucana. O silêncio em torno do
assunto e a complexidade para criminalizar a ação dos envolvidos poderá,
inclusive, livrar os acusados graças à prescrição das penas.
Mesmo porque a PF identificou o braço do
esquema responsável pela proteção e blindagem das irregularidades nas
licitações fraudulentas: a Procuradoria Geral de Justiça do Estado
(PGE), cujo papel é exatamente o de fiscalizar e zelar pelas boas
práticas administrativas e pelo correto emprego do dinheiro público.
O inquérito revela que, nesse ponto,
entrou em campo o “homem forte do PSB”, Romero Pontual, presidente da
Ceasa, com forte influência sobre as demais autoridades. “Ele era uma
espécie de PC Farias do esquema”, afirma Noelia Britto, procuradora da
prefeitura de Recife.
No relatório, a PF constata a influência
de Pontual sobre a PGE. Fala das ligações do presidente da Ceasa com
Tadeu Alencar, procurador-geral do estado, acusado de direcionar o
processo para que uma outra procuradora, Taciana Xavier, opinasse
favoravelmente à dispensa de licitação.
A procuradora não tem ligação direta com
o caso. Noelia, no entanto, organizou e distribuiu cópias do processo à
imprensa e emissoras locais, em vão. Mesmo com tudo documentado, teve o
esforço era ignorado pelas redações pernambucanas. A única visibilidade
conseguida foi por meio de um blog na internet. Acabou, segundo ela,
ameaçada de morte.
A reportagem entrou em contato com a
assessoria de Romero Pontual, presidente da Ceasa, um dos denunciados em
três dos 29 inquéritos do processo. Pontual é considerado um dos
líderes do esquema, mas não quis se pronunciar. O assessor de imprensa
da Ceasa, José Machado, tentou desqualificar a notícia sobre o
escândalo. Segundo ele, trata-se de “espalhafato”, sem credibilidade por
ser pauta da Agência PT de Notícias. Em seguida, bateu o telefone.
Por Márcio Morais, da Agência PT de Notícias
A QUEM INTERESSA O GOLPE?????
"Impeachment interessa às grandes companhias de petróleo"
Para o sociólogo e diretor do Instituto de Estudos
Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro,
Adalberto Cardoso, é ingenuidade não identificar interesses externos na
crise política; "Trata-se da segunda maior jazida do planeta. Existem
interesses geopolíticos de norte-americanos, russos, venezuelanos,
árabes"; o doutor da USP criticou a atuação do juiz Sérgio Moro,
"Infelizmente, pelo viés antigovernista dos agentes da PF, não se
investigou nada da época do FHC. Sergio Moro é um juiz ligado de muitas
maneiras ao PSDB. Sua esposa é assessora do PSDB. Por um viés da
radicalização política, está se colocando na cadeia membros do PT",
afirmou
26 de Abril de 2015 às 06:47
247 - O impeachment da presidente
Dilma Rousseff, encampado pelo PSDB e outras siglas da oposição,
interessa somente às grandes companhias de petroleo, aos agentes
nacionais que têm a ganhar com a saída da Petrobras da exploração de
petroleo.
A visão é do sociólogo Adalberto Cardoso, 53, diretor do Instituto de
Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro,
em entrevista à Folha de S. Paulo deste domingo, 25. Para ele, é
ingenuidade não identificar interesses externos na crise política.
"Trata-se da segunda maior jazida do planeta. Existem interesses
geopolíticos de norte-americanos, russos, venezuelanos, árabes",
lembrou.
"A Lava Jato está mexendo com profundos interesses empresariais e
políticos. Aqueles que estão clamando pelo impeachment estão querendo
impedir que essa limpeza continue. O impeachment hoje serve aos
corruptores e aos corruptos. A história recente mostra que há um certo
viés na ação anticorrupção, principalmente no Paraná", diz Alberto
Cardoso.
O sociólogo, autor de dez livros, critica a atuação do juiz da
Operação Lava Jato, Sérgio Moro. "Só petista ou próximo ao PT vai para
cadeia. Há uma profunda revisão do que é o nosso capitalismo e o agente
desse processo é o governo. Nenhum outro governo jamais fez isso. Está
agindo sobre o coração do capitalismo brasileiro, que é inteiramente
corrupto. É essa imbricação entre o público e o privado que está sendo
desvendada hoje. Infelizmente, pelo viés antigovernista dos agentes da
PF, não se investigou nada da época do FHC. Sergio Moro é um juiz ligado
de muitas maneiras ao PSDB. Sua esposa é assessora do PSDB. Por um viés
da radicalização política, está se colocando na cadeia membros do PT.
Esse processo vai ter um impacto de longo prazo no partido", afirmou.
Sobre a aprovação pela Câmara do projeto que amplia a terceirização
de trabalhadores, Alberto Cardoso diz que metade da Câmara é composta
por empresários, que apoiam o projeto e têm muito a ganhar com ele, sem
exceção. "Ele precariza as relações de trabalho e gera redução de
custos. Vai haver uma pressão muito grande por parte do lobby
empresarial e financeiro. Mas haverá também povo na rua fazendo barulho.
Político preocupado com sua sobrevivência ouve a rua. Político
preocupado com sua reeleição ouve quem paga a campanha. Isso vai criar
uma tensão séria no Congresso", afirmou.
Cardoso classificou como um "suicídio político" para qualquer partido
[apoiar o projeto]. "No caso do PMDB é mais grave porque ele foi o
patrono da Constituição de 1988. O projeto da terceirização é um tiro no
peito da Constituição de 88, pois destrói direitos sociais e do
trabalho no Brasil. O custo para os partidos será muito alto se isso
passar e isso foi percebido. Paulo Pereira da Silva deu um tiro na
cabeça com esse projeto", afirmou.
VAMOS VIRAR O JOGO!!!!
Virada na opinião pública pode influenciar decisão no Senado, segundo consultoria
Da BBC Brasil:
Apesar de “provável”, a aprovação do impeachment pelo Senado não está
garantida e pode ser influenciada por uma possível mudança no grau de
apoio da opinião pública à saída de Dilma Rousseff como resultado do
atual processo. A avaliação está no mais recente boletim da Eurasia
Group, uma das consultorias que tentam traduzir para clientes de várias
partes do mundo a crise política e econômica enfrentada pelo Brasil.
“O governo tem obtido ganhos com a opinião pública na batalha contra o
impeachment. (…) Enquanto todos os olhos estão voltados para as
negociações no Congresso, a opinião pública pode ganhar um papel”, diz a
nota.
Citando resultados do Datafolha, a consultoria sugere ainda que o apoio ao impeachment pode continuar caindo.
“Se o Palácio do Planalto e o PT forem capazes de continuar
‘martelando’ a mensagem de que o impeachment não é legítimo, focando-se
em figuras do PMDB, como o presidente da Câmara Eduardo Cunha, o apoio
ao impeachment, agora em 61%, poderia cair”, disse a nota, prevendo uma
queda nesse apoio para abaixo de 60%.
Além disso, “os desdobramentos da Lava Jato ameaçam envolver a
liderança do PMDB. Se o PMDB for afetado por alegações de corrupção nas
próximas três semanas, isso pode reduzir ainda mais o apoio ao
impeachment”, prevê a consultoria.
Os três políticos na linha sucessória da presidência são do PMDB. O
vice Michel Temer, o presidente da Câmara Eduardo Cunha e o líder do
Senado Renan Calheiros são lideranças importantes do partido que deixou a
coalizão do governo e votou em massa a favor do impeachment.
Pesquisas de opinião vêm mostrando uma queda no apoio ao atual
processo de impeachment, liderado na Câmara por Cunha e focado nas
chamadas pedaladas fiscais.
PAREDÃO DO PIG
Cartunista Aroeira produz a melhor charge da década
Charge publicada nesta terça-feira no jornal O Dia, do Rio de Janeiro, resume o espírito de uma época, em que jornais conservadores formam o pelotão de fuzilamento de um governo legitimamente eleito; desde meados do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, publicações conservadoras como Globo, Folha, Estado de S. Paulo e Veja não têm feito outra coisa a não ser tentar desestabilizar a administração federal; o episódio mais recente foi o editorial da Folha de domingo, em que o jornal concedeu à presidente da República sua "última chance": ou cumpria a agenda draconiana exigida pela família Frias ou seria fuzilada; nesta terça-feira, Dilma disse que fará de tudo "para impedir que processos não democráticos cresçam"; concentração midiática mina a democracia
15 de Setembro de 2015 às 19:13
Ela foi publicada nesta terça-feira no jornal O Dia, do Rio de Janeiro, e resume o espírito de uma época, em que jornais conservadores formam o pelotão de fuzilamento de um governo legitimamente eleito.
Desde meados do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, publicações conservadoras como Globo, Folha, Estado de S. Paulo e Veja não têm feito outra coisa a não ser tentar desestabilizar a administração federal.
O episódio mais recente foi o editorial da Folha de domingo, em que o jornal concedeu à presidente da República sua "última chance": ou cumpria a agenda draconiana exigida pela família Frias ou seria fuzilada (leia mais aqui).
Nesta terça-feira, Dilma disse que fará de tudo "para impedir que processos não democráticos cresçam" (confira aqui).
Vários países do mundo adotaram há várias décadas políticas de democratização dos meios de comunicação, porque sabem que a concentração midiática mina a democracia.
Nos Estados Unidos, por exemplo, donos de jornais não podem possuir televisões. Impede-se, assim, a propriedade cruzada.
Na América Latina, e em especial no Brasil, a mídia ainda é o último reduto da aristocracia.
E VOCÊ, COXINHA, ACREDITOU QUE ESSE PESSOAL COMBATE À CORRUPÇÃO
Ontem me dediquei a
examinar a lista de parlamentares que votaram a favor do impeachment na
Câmara e dos que vão votar a favor no Senado, e que fazem parte,
portanto, da base aliada que vai apoiar o governo Temer – se houver
governo Temer – e fiquei estarrecido com a quantidade de deputados e
senadores investigados tanto no STF quanto na Lava Jato.
É a base aliada mais ficha suja desde a criação da Lei da Ficha Limpa.
Investigados na
Lava Jato são 58 deputados federais - 47 do PP, 8 do PMDB, 1 do PSC, 1
do PTB e 1 do PTC – e nove senadores – 4 do PMDB, três do PP, 1 do PTB e
1 do PSB.
A lista dos que respondem a inquéritos e ações penais no STF é muito maior: 145 deputados federais e 25 senadores.
O partido com
mais senadores investigados é o PMDB, com 10. Em segundo lugar,
empatados, com quatro, PSDB e PR. O PTB tem 2 e PSC, PP, DEM e PSD tem 1
cada.
O campeão de
deputados federais pendurados no STF também é o PMDB, com 50. Em segundo
lugar, o PP, com 16. Em terceiro lugar, empatados, com 15, o PSDB e o
PR. O PSD, apesar de ser um partido novíssimo, fundado por Gilberto
Kassab aparece em quarto, com 11. A seguir, com 9, o DEM. Depois, com 8
estão empatados o PSB, o PSC e o PTB. O PRB tem 5, o PRP e o PMN, 2 e o
PEN e SD têm 1 cada um.
Todos os líderes
desses partidos costumavam e ainda costumam fazer os discursos mais
contundentes a favor da moralização e da ética na política,
responsabilizando o PT pela corrupção que predomina na política
brasileira e disseram “sim” a favor do impeachment.
O atual
presidente do PMDB e um dos principais articuladores do suposto governo
Temer, senador Romero Jucá, já estava bem enrolado quando, anteontem, a
ministra Carmen Lúcia abriu investigação contra ele e contra o
presidente do Senado, Renan Calheiros, acusados, com fortes indícios de
receberem, cada um, a quantia de 15 milhões de reais para aprovar
emendas provisórias de interesse da indústria automobilística. Além
disso, responde aos inquéritos 2116, 2963 e 3297 por crimes contra o
patrimônio, crime de responsabilidade, falsidade ideológica e eleitorais
e envolvimento em desvio de verbas federais em obras em Roraima. Também
é investigado sobre origem e destino de 100 mil reais jogados para fora
do carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado por
policiais durante a campanha de 2010.
Presidente do
Senado, Renan Calheiros, além da acusação citada acima, está pendurado
no inquérito 2593 no qual é acusado de peculato, falsidade ideológica e
uso de documento falso no caso dos bois de Alagoas, de 2007 para forjar
uma renda com venda de gado para justificar gastos pessoais e com sua
ex-amante Monica Veloso. É também investigado por desviar R$44,8 mil do
Senado em verbas indenizatórias, por usar a cota de passagens aéreas do
Senado para pagar viagens de três acusados de serem seus “laranjas” e de
um fazendeiro suspeito de fraudar venda de gado. Também está incurso no
inquérito 3589, por crime ambiental, acusado pelo MPF de pavimentar
ilegalmente uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici que
leva a uma fazenda de sua propriedade.
Ex-presidente do
PMDB, o senador Valdir Raupp é réu em quatro ações penais (358, 383, 554
e 577) e responde ao inquérito 2442 por peculato, crimes eleitorais e
contra o sistema financeiro e a administração pública. É acusado de ter
alterado por conta própria o destino de recursos de um convênio de
US$167 milhões assinado com o Banco Mundial entre 1997 e 98.
Filiada há um ano
ao PMDB, depois de ter saído do PT por divergir eticamente do partido, a
senadora Marta Suplicy responde à ação penal 648 por crimes da Lei de
Licitações e aos inquéritos 2687, 3235, 3267 e 3544, por improbidade
administrativa, formação de quadrilha, estelionato e falsidade
ideológica durante seu mandato de prefeita de São Paulo, entre 2001 e
2004.
O ex-presidente
Fernando Collor, que sempre se gaba de ter sido absolvido em 1992, na
verdade ainda responde por crimes daquela época. Em 2008, a PGR
recomendou ao STF sua condenação na ação penal 465 por peculato (desviar
ou apropriar-se de recursos públicos), corrupção passiva e falsidade
ideológica. Ele e outros seis réus são acusados de receberem propinas de
empresários da área de publicidade beneficiados por licitações
fraudulentas entre 1990 e 92. O dinheiro era depositado em contas de
“laranjas” para pagar contas pessoais, faturas de cartões de crédito e
pensões a filhos de relacionamentos extraconjugais.
Cássio Cunha
Lima, um dos buldogues mais agressivos contra Dilma é ex-governador da
Paraíba, condenado e cassado em 2009 por distribuir 35 mil cheques a
eleitores na campanha de 2006. Só conseguiu manter sua cadeira de
senador, apesar de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa porque o STF
decidiu não aplicar a lei nas eleições de 2010. Responde ao inquérito
3393 por crimes da Lei de Licitações.
O veterano,
ex-governador do Pará e ex-presidente do Senado, Jader Barbalho responde
a seis ações penais (374, 347, 398, 498, 549 e 653) por peculato,
crimes contra o sistema financeiro, falsidade ideológica, quadrilha ou
bando e emprego irregular de verba pública, suspeito de integrar
quadrilha que desviou mais de R$1 bilhão do Banco do Estado do Pará, da
Sudam e do Ministério da Reforma Agrária. Foi barrado pela Lei da Ficha
Limpa mas manteve o mandato de senador quando o STF decidiu que a lei
não valeria nas eleições de 2010.
Presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha é réu no STF por ter sido acusado de
receber ao menos US$ 5 milhões na operação de compra de navios-sonda
pela Petrobrás e é alvo de mais 11 acusações pela PGR que pede ao STF,
desde o ano passado, seu afastamento da presidência da Câmara, dentre as
quais achaque e intimidação a dirigentes da construtora Schahin, por
meio de requerimentos de convocação assinados por vários deputados de
sua tropa de choque, motivados por uma disputa referente à construção de
uma barragem da Cebel, além de ter tido contas secretas e suspeitas,
com depósitos de US$20 milhões fechadas por banco suíço por não ter
conseguido explicar sua origem.
Integrante da
lista dos mais procurados pela Interpol, impedido, sob risco de ser
preso, de entrar em vários países, inclusive Estados Unidos, o deputado
Paulo Maluf responde a ações penais 461 e 477 e a três inquéritos (2471,
3545 e 3601) por crimes contra o sistema financeiro, formação de
quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais. No inquérito 2471,
ministros do STF aceitaram denúncia de que o grupo de Maluf desviou R$1
bilhão da prefeitura de São Paulo quando ele foi prefeito.
Líder do PSC e
desabrido componente da tropa de choque de Eduardo Cunha, o novato André
Moura, um dos mais ácidos críticos da presidente Dilma, responde aos
inquéritos 3110 (crimes eleitorais), 3224 (crimes de responsabilidade e
formação de quadrilha), 3221 (crimes de responsabilidade), 3204
(formação de quadrilha, improbidade administrativa), 3516 (crimes de
responsabilidade) e 3594 (crimes da Lei de Licitações e Peculato).
O deputado Beto
Mansur (PP-SP), que muitas vezes substitui Cunha na presidência da
Câmara, responde ações penais 635 - na qual é acusado de ter submetido
46 trabalhadores, inclusive 7 crianças a trabalho análogo à condição de
escravo em duas fazendas de Goiás - e 580, por crimes de
responsabilidade. Também está incurso nos inquéritos 3013, 2688, 2616 e
2519 por crimes de responsabilidade e contra a administração pública.
O pastor Marco
Feliciano é réu na ação penal 612 por estelionato, acusado de ter
inventado um acidente no Rio de Janeiro para justificar ausência em
evento no Rio Grande do Sul para o qual tinha recebido cachê, passagens e
hospedagem. Também está enquadrado no inquérito 3590 no qual é suspeito
de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e
religião. No inquérito 3646 é questionado por contratar pastores da sua
igreja por seu gabinete parlamentar.
O deputado
Paulinho da Força, presidente do Solidariedade e defensor resoluto de
Eduardo Cunha tem contra si a ação penal 421, por estelionato, crimes
contra a fé pública e concussão. Em 2008 foi absolvido no Conselho de
Ética no inquérito 2725 – desvio de recursos do BNDES – mas ainda está
incruso nos inquéritos 2778 e 2639 por utilização indevida de recursos
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pela Força Sindical em cursos
profissionalizantes.
O time de Temer
ainda é integrado por gente como Jair Bolsonaro, deputado que, apesar de
não ser investigado por corrupção, ostenta o título de o mais
desprezível e sujeito a punição na corte internacional de Haia e na
comissão de ética, depois de ter elogiado o torturador Carlos Alberto
Brilhante Ustra ao vivo e a cores na votação em que apoiou o impeachment
da presidente.
Quem tem uma base aliada como essa não precisa de oposição.
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